UMA APROXIMAÇÃO À CULTURA CASTREJA
A cultura castreja deriva o seu nome do termo castro, latim castrum, de onde deriva a moderna palavra castelo e chegamos por aí ao seu significado: fortaleza ou cidade fortificada.…
A cultura castreja deriva o seu nome do termo castro, latim castrum, de onde deriva a moderna palavra castelo e chegamos por aí ao seu significado: fortaleza ou cidade fortificada.…
Ruas, casas redondas, muralhas e um balneário com pedra formosa: o castro que Martins Sarmento começou a escavar em 1875 continua a ser a melhor porta de entrada na cultura castreja.
Câmaras aquecidas, uma laje monumental com uma abertura estreita e água fria à saída: o que sabemos — e o que ainda discutimos — sobre os banhos dos castros.
Pequena, redonda e segura à frente do corpo: a caetra aparece nas estátuas dos guerreiros e nas fontes antigas. É também o desenho do nosso símbolo.
Mais de duas dezenas de estátuas em granito, de tamanho natural ou maior, mostram os guerreiros castrejos armados, com torques ao pescoço e a caetra à frente.
Rosáceas, cordas entrançadas, espirais e suásticas curvas decoram ombreiras, lintéis e pedras formosas. Uma linguagem simbólica que ainda hoje reconhecemos.
Estrabão escreveu que os montanheses do Norte comiam pão de bolota durante grande parte do ano. A arqueologia junta-lhe cereais, gado, peixe e marisco.
Casas agrupadas à volta de um pátio, muros comuns, ruas e muralhas construídas em conjunto: a arquitectura conta como viviam as comunidades castrejas.
Quase mil anos de história em poucos marcos: os primeiros povoados fortificados, as grandes citânias, a travessia do Lima por Décimo Júnio Bruto e a fundação de Bracara Augusta.
Na margem galega do rio, o monte de Santa Trega guarda um dos castros mais visitados da Galiza — e uma das melhores vistas sobre o Minho e o Atlântico.